PROJETOS INTEGRADOS PROMOVEM CURSOS, EXPOSIÇÕES E AÇÕES EM REDE SOBRE A DOENÇA DE CHAGAS NA AMAZÔNIA

As ações aconteceram em Belém e Marabá integrando três projetos do IOC/Fiocruz e um em colaboração com a Universidade Estadual do Pará (UEPA)

Por Rita Machado 15/06/2026

Entre os dias 22 e 29 de maio, os municípios de Belém e Marabá (PA) receberam uma série de atividades voltadas à prevenção da doença de Chagas, educação científica, promoção da saúde e fortalecimento de redes colaborativas nos territórios amazônicos. As ações integraram iniciativas de quatro projetos que estão em andamento Expresso Chagas XXI, Projeto Selênio, Rede Chagas Brasil e Projeto Pró-Amazônia  e reuniu pesquisadores, estudantes, profissionais da saúde, vigilantes sanitários, educadores, lideranças comunitárias e representantes de instituições locais.

O pesquisador Roberto Ferreira, do IOC, durante atividade realizada na Universidade do Estado do Pará, em Belém. Foto: Rita Machado
O pesquisador Roberto Ferreira, do IOC, durante atividade realizada na Universidade do Estado do Pará, em Belém. Foto: Rita Machado

A mobilização ocorreu em um contexto de grande relevância para a saúde pública. O Pará concentra a maior parte dos casos de doença de Chagas registrados no país, cerca de 80%, especialmente aqueles associados à transmissão oral, reforçando a necessidade de estratégias integradas de prevenção, vigilância e educação em saúde.

A programação incluiu exposições, oficinas e cursos voltados à prevenção integral da doença. A programação contou com o curso de “Prevenção Integral de Chagas: Moradia Segura, Transmissão Oral e Educação Científica na Amazônia”, ministrado por Mario Grijalva, pesquisador da Ohio University e do Centro de Investigación para la Salud en América Latina (CISeAL). A atividade promoveu discussões sobre prevenção domiciliar, vigilância epidemiológica e estratégias educativas adaptadas à realidade amazônica.

Em Belém, as atividades foram realizadas no Centro de Ciências Sociais e Educação da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Além da Exposição Expresso Chagas XXI, ocorreu a inauguração das ações do Projeto Selênio na capital paraense, com coordenador Roberto Ferreira, pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

A programação também contou com a oficina “Criatividade em Rede: Construção da Rede Chagas Brasil”, conduzida por Rita Machado e Roberto Ferreira pesquisadores dos laboratórios de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos e de Biologia das Interações do IOC.

Oficina “Criatividade em Rede: Construção da Rede Chagas Brasil”.

A atividade promoveu processos colaborativos envolvendo ciência, comunicação, educação e saberes territoriais, estimulando reflexões sobre o fortalecimento das redes de cuidado, ensino e inovação social para o enfrentamento da doença de Chagas. A oficina integra o projeto de pós-doutorado Rede Chagas Brasil, desenvolvido no IOC/Fiocruz vinculado ao Programa de Ensino em Biociências e Saúde (PGEBS/IOC/Fiocruz).

Em Marabá, as atividades aconteceram na Universidade Estadual do Pará (UEPA/Campus Marabá), ampliando o diálogo sobre estratégias educativas, vigilância e promoção da saúde em contextos amazônicos. De acordo com Rita Machado, pós-doc Liteb e LBI/IOC/Fiocruz, as atividades buscaram integrar diferentes iniciativas e estimular a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados na região. Entre as atividades realizadas, destacou-se a oficina de modelagem 5D, metodologia baseada na criatividade e inovação, que mobilizou participantes na elaboração de propostas para fortalecer redes de cuidado voltadas à prevenção da transmissão oral da doença associada ao consumo de açaí.

Os projetos envolvidos trabalham de forma integrada com ações que vão do rasteio ao diagnóstico, acompanhamento de pacientes na fase crônica às atividades voltadas para educação científica e popularização da ciência. Expresso Chagas XXI, Projeto Selênio e Rede Chagas Brasil do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e Projeto Pró-Amazônia, projeto construído em colaboração IOC/Fiocruz e UEPA que tem como eixo central a educação científica e a inclusão social como estratégias para o enfrentamento da doença de Chagas na região amazônica. Estiveram presentes os pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Roberto Ferreira e Rita Machado, pesquisadores da Universidade Estadual do Pará, UEPA campus Belém e Campus Marabá, Ronilson Freitas, Priscyla Luz, Jaciara Siqueira, Daniele Monteiro, e mais pesquisadores envolvidos, professores da educação bàsica, profissionais da vigilância sanitária e profissionais da saúde.

Ao conectar pesquisa, ensino e extensão as ações realizadas no Pará reforçam a importância das diferentes estratégias para o enfrentamento da problemática da doença de Chagas na Amazônia.  Abaixo, segue a galeria de imagens das atividades.